Andar pelas ruas de Santa Maria à noite me deixa nostálgica.
Bate uma saudade do tempo em que eu vencia o frio, a escuridão e o medo. Eu olho pra trás e acredito que valeu a pena, valeu cada segundo. Mas ainda assim tem dias que dói essa efemeridade das coisas da vida. Nesses dias, eu precisava de alguém que me aconselhasse do jeito que eu aconselho as pessoas. Pra não me sentir incompleta, vazia, triste ou fracassada.
sábado, 21 de maio de 2016
sábado, 14 de maio de 2016
Dilemas diários
Tem dias que a vida é o pingo gelado que cai do chuveiro bem nas costas da gente em um banho quente no inverno.
Tem dias que a vida é a tia do RU que sempre coloca a carne em cima do arroz com feijão, e eu odeio isso, mas não tenho coragem pra pedir que ela não faça.
Tem dias que a vida é aquela correria pra chegar no SAF e a descoberta de que o elevador está estragado e eu terei que subir sete andares.
Mas também tem dias que a vida é aquela cama quentinha que eu posso voltar todo fim de dia e ser feliz por algumas horas.
Tem dias que a vida é a tia do RU que sempre coloca a carne em cima do arroz com feijão, e eu odeio isso, mas não tenho coragem pra pedir que ela não faça.
Tem dias que a vida é aquela correria pra chegar no SAF e a descoberta de que o elevador está estragado e eu terei que subir sete andares.
Mas também tem dias que a vida é aquela cama quentinha que eu posso voltar todo fim de dia e ser feliz por algumas horas.
Nada é o que parece
Desde que me conheço por gente sou chamada de louca. Talvez por ser muito agitada, talvez por gostar de conversar, não conversas bobas de rotina, gosto de falar sobre descobertas científicas, a matemática das coisas simples, a complexidade do ser humano, as contradições da vida, entre outras coisas. O problema é que parece que nem todo mundo se interessa nessas coisas (na verdade, dá pra contar em uma mão as pessoas que conheço que se interessam por conversas como essas), e tudo o que é diferente para os humanos, é visto como "louco".
Gente que não me conhece, gente que me conhece muito bem, gente que só me viu uma vez, gente que viveu a vida inteira comigo, sempre dizem a mesma coisa: "A Fernanda é meio louca".
E de tanto que disseram, eu passei a acreditar. Que eu realmente tinha um problema, que eu realmente não era digna de ser levada a sério, que eu era um ET, e, por ser louca, não conseguia nem identificar os aspectos que me faziam transparecer isso para as pessoas, pois sempre me senti tão normal.
As pessoas falam coisas. Elas falam sem pensar no quanto as palavras podem magoar, o quanto podem transformar a imagem que alguém tem de si mesmo, e só quando tu passa por isso, tu percebe o poder que uma frase, dita com frequência, pode ter.
Esse ano eu decidi finalmente fazer terapia. Não por achar que estou louca, mas por questões bem maiores que o julgamento alheio.
Sim, a "louca" está em terapia. Mas será que sou eu mesmo que deveria rever as minhas atitudes perante os outros?
Fica a dúvida.
Gente que não me conhece, gente que me conhece muito bem, gente que só me viu uma vez, gente que viveu a vida inteira comigo, sempre dizem a mesma coisa: "A Fernanda é meio louca".
E de tanto que disseram, eu passei a acreditar. Que eu realmente tinha um problema, que eu realmente não era digna de ser levada a sério, que eu era um ET, e, por ser louca, não conseguia nem identificar os aspectos que me faziam transparecer isso para as pessoas, pois sempre me senti tão normal.
As pessoas falam coisas. Elas falam sem pensar no quanto as palavras podem magoar, o quanto podem transformar a imagem que alguém tem de si mesmo, e só quando tu passa por isso, tu percebe o poder que uma frase, dita com frequência, pode ter.
Esse ano eu decidi finalmente fazer terapia. Não por achar que estou louca, mas por questões bem maiores que o julgamento alheio.
Sim, a "louca" está em terapia. Mas será que sou eu mesmo que deveria rever as minhas atitudes perante os outros?
Fica a dúvida.
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